quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Contos



Embalado no meu redescoberto hobbie de contista dei uma revirada no meu acervo atrás da minhas ''origens'', três livros se destacam.
O primeiro e meu favorito é uma coletanea de conto da Marion Zimer Bradley a autora é famosa por Brumas de Avalon mas eu em particular a descobri pela sua brilhante série ''Dark over'' que trata da exploração espacial mas não do seu viés tecnocientifico mas sim da exploração do ser humano e do sentimento de solidão que o universo nos propicia no entando a coletanea trás obras de toda sua vida inclusive mesclando o tema solidão,realidade,tempo e claro o feminismo que ela contraiu em meados da vida(Blumas esta repleto dele), tudo isso tematizado nos mais distantes universos, os contos dela me marcaram profundamente e vez ou outra me pego pensando neles mesmo que o aninversario do dia em que lí o livro pela primeira vez ja tenha completado 10 anos ou mais.
O proximo da lista são os contos Inacabados de Tolkien, confesso que nesse a princípio o livro estava mais para remédio contra insónia do que fonte de idéias acaloradas mas o clima bucólico e a nostalgia que impregnam a obra valem cada centavo investido no livro, nas obras de tolkien há muito mais paixão pela natureza e o sentimento de que tudo esta acabando e devemos fazer algo para mudar do que ação hollywoodiana, fica aí meu ponto de vista.
Por ultimo o livro de contos do Machado, a principio eu não suportava o autor era tanta pressão sobre o valor de sua escrita e para ler seus livros seja na escola/cursinho/mídia que eu tinha criado uma certa aversão, afinal como eu poderia me interresar em algo se todos já diziam por aí qual a opinião que eu deveria ter, lí Brás cubas a muito contra gosto e foi só com as crônicas e o livro de contos que eu realmente comecei a prestar atenção nele, as cronicas são brilhantes e cada conto guarda uma moral no final se aproximando mais do gênero fabula do que conto propriamente dito e mais cada conto dele é de um escarnio dilacerante , algo que faz você se sentir mal depois de cada leitura e sim! ele é brilhante, sem dúvida, tem o poder de fazer adoecer os outros com as palavras, um poder que invejo profundamente(lembrem se de não confundir adoencer com as palavras com enojar com as palavras pois os enojadores são os tipos mais comuns de escritores)

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